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  • Dr Motta

7 coisas que os dentistas amam e os pacientes odeiam!


Explicando o Senso Crítico: Amar o que se faz como profissão é excelente! Traz foco, maior concentração e dedicação, como consequência qualidade. Mas devemos tomar cuidado com as paixões. O termo é "cego de amor", quando ficamos paralisados e aceitamos todo um processo e padrões que a profissão nos oferece simplesmente por um discurso, distorcendo nosso senso crítico. Amar a profissão não significa necessariamente aceitar o processo, os símbolos e nem venera-los, isso é chamado de dogma.

Querer alterar e estar insatisfeito não significa ser um péssimo profissional. É justamente a insatisfação positiva sobre o modelo vigente que vai trazer o progresso e a inovações para qualquer profissão .

Amo a odontologia, mas sou um eterno insatisfeito com sua logística, com sua política, com sua experiência e principalmente com as doutrinas e valores inquestionáveis. Só Consegui propor soluções de problemas por estar infeliz com o modelo vigente e buscar algo melhor. Tudo é mutável, tudo que hoje é moda ficará velho, isso chama progresso!


Explicando a Visão de mundo: Dito que devemos aprimorar nosso senso crítico, temos que tomar cuidado com nossa visão de mundo. Com o decorrer de nossa formação passamos a não mais enxergar com “o óculos” de paciente e vestimos “o óculos” de dentista tomando decisões e fazendo escolhas sob o ponto de vista do óculos que vestimos. Esse texto tem como objetivo alertar sobre a percepção dos dentistas. O Paciente é a pessoa que gera a receita para o profissional e mantem o consultório funcionando, portanto devemos estar atento na sua visão de mundo se queremos ter um negócio de sucesso.



Explicando o Contraste: Além disso a percepção do paciente é feita por contraste. Um paciente percebe a qualidade ou o diferencial do seu consultório a partir de seus concorrentes ou do que está acessível para ele. Quando não há contraste, não há percepção.

Conseguimos perceber os problemas do consultório através de uma nova proposta de odontologia, a odontologia lateral. Ela escancarou problemas escondidos e consagrados. Feito essas colocações, vamos a lista:

1- Tratamento

O dentista, ao longo da sua formação, começa a se apaixonar pelas possibilidades de criar um sorriso maravilhoso e de cuidar da saúde do paciente. Mas independentemente do que você possa ter de resultados, dos anestésicos, técnicas de relaxamento; é fato para o paciente, passar no dentista invade a sua intimidade e é um desconforto por natureza.

Assim, é importante nos munirmos de TUDO que possa amenizar esse momento desconfortável para o paciente. A odontologia é a área da saúde que mais causa medo, seja você um excelente ou péssimo profissional!


2- Consultório odontológico com cara de consultório odontológico

Montar o consultório próprio é uma vitória para a carreira do dentista empreendedor e fonte de muito orgulho, mas o paciente odeia! A estética tradicional de um consultório odontológico remete a um ambiente que traz medo e desconforto.

Há um conceito muito estabelecido na área da saúde que é a desinstitucionalização. Contratar um arquiteto para que ele transforme seu consultório em um ambiente acolhedor é uma grande forma de se diferenciar. Não parecer um consultório é um ganho e pode gerar um marketing de experiência mantendo e trazendo novos pacientes.

Em um experimento na UBS de São José do Rio Preto, os pacientes com problemas sistêmicos eram submetidos a compensação antes do atendimento, porem esse trabalho era perdido imediatamente no momento em que o paciente pisava no consultório odontológico, ocorria picos de estresses, glicemia, pressão...


3- A cadeira odontológica

Em uma pesquisa, foi separado dois grupos de pessoas, o primeiro somente com dentistas e pessoas que trabalham com dentistas, já o segundo apenas pessoas que não tem contato com a odontologia. Foi oferecido a todas elas, fotos de diversos objetos onde uma das fotos era de uma cadeira odontológica e cada participante tinha que dizer o que sentia em relação a cada objeto mostrado nas imagens. Os resultados foram impressionantes, 98% dos pacientes relataram sentir medo com a imagem da cadeira odontológica em oposição ao grupo dos dentistas, onde 96% relatavam conforto e relaxamento em relação a mesma imagem. Esse exemplo mostra o quanto o dentista não entende os sentimentos dos pacientes nos consultórios e utilizam linguagens que ao invés de atrair, estão repelindo seus pacientes. Em redes sociais, por exemplo, diversos dentistas que para se identificarem como odontólogos aparecem segurando instrumentais e/ou colocam de fundo suas cadeiras odontológicas supermodernas acreditando passar a mensagem de luxo e tecnologia.

Criticar o dogma "cadeira odontológica" foi um dos principais desafios para os dentistas. Se pesquisarmos na internet a palavra "médico", o resultado vai ser pessoas de jaleco e com um estetoscópio no pescoço mesmo que a imagem esteja ultrapassada e possa até transmitir falta de biossegurança, ainda assim essa imagem persiste. É a imagem que identifica o médico em filmes, propagandas e na televisão, internet e etc . O estetoscópio da odontologia é a cadeira odontológica, que passa a mensagem errada para os pacientes. O Dentista precisa de uma identidade que não seja dentes, instrumentais e cadeiras odontológicas transmitindo medo ao paciente



4- Cuspideira

Toda cadeira odontológica precisa de cuspideira, já que o ponto de escoamento está no fundo da garganta gerando a sensação de afogamento que culmina no reflexo de cuspir. Porem independentemente da cor, ter acionamento automático e suporte para copos; cuspir é um ato escatológico e que gera torções corporais desnecessárias para o paciente.

A cama odontológica, segundo depoimentos de pacientes, trouxe dois principais benefícios: eliminou a cuspideira e com o atendimento lateral eliminou também a sensação de afogamento. Nos relatos dos pacientes a cuspideira era citada como um objeto nojento e desconfortável para as idas e vindas para cuspir.

No mundo pós covid-19, a cuspideira que já não era do agrado do paciente também passou não ser agradável para o dentista pela falta de biossegurança, já que é uma fonte inaceitável de contaminação e fonte de aerossóis. O que antes era nojento, agora não é nem mais biosseguro.


5- Branco

Esse existe até nome chique, "a síndrome do jaleco branco". Alguns profissionais ainda estão no século XX, em que a cor remetia a limpeza e pureza. Mas tudo é moda e a moda mudou. Hoje trazer cores para o jaleco pode melhorar a receptividade do seu paciente, além de descaracterizar a persona agressiva na mentalidade do paciente. Muito já foi feito em relação ao vestuário (jalecos e gorros) mas os dentistas ainda insistem com o branco em seus consultórios (móveis, paredes, chão, equipamentos) Faz necessário uma nova comunicação de cores, isso contribui muito para o processo de desinstitucionalização, como foi abordado anteriormente. É a hora de trazer para a odontologia novas cores.


6- Sala de espera

Existiu uma tendência arquitetônica de que a recepção deveria ser como a sala de estar da casa do seu paciente. Mas temos que entender que se o paciente foi parar ali, algo aconteceu de errado no processo. A logística de atendimento falhou e o paciente está esperando. Esperar é desconfortável em qualquer lugar, independente do conforto. Além disso, agora pós covid-19,a biossegurança é primordial e está totalmente contra indicado o paciente aguardar o atendimento neste ambiente que deverá ser minimalista , eliminando decorações que podem ser fonte de contaminação .



7 - Equipamentos e instrumentais odontológicos

A alta tecnologia trouxe um excesso de equipamentos que para o dentista é vantagem e orgulho ter em seu consultório . Muitos profissionais na logística do dia-a-dia ou por vaidade da nova aquisição deixam em suas bancadas expostos desde instrumentais, aparelhos até microscópios e scanners.

Mas já na visão do paciente, não passa de um monte de "parafernália" sem valor e pior ainda, o excesso desses equipamentos a vista pode trazer ansiedade. Estudos comprovam que quanto maior a poluição visual, maior a ansiedade do paciente que se assusta com muitos objetos inseridos no espaço. Além da bagunça que esses objetos podem trazer tirando a percepção de profissionalismo

Alguns vão além e utilizam esses equipamentos no marketing do profissional ou do consultório, fazendo propaganda expondo alta rotações e agulhas. O que tinha como intensão manter e atrair novos clientes, esta na verdade afastando eles do seu consultório.



Uma dica importante: Instrumentais e tratamentos realizados não atrai pacientes! A cavidade oral é nojenta para todos os pacientes, principalmente quando estão doentes. Alguns profissionais, na ânsia de mostrar seus resultados, expões vídeos e fotos de bocas adoentadas, com placas bacterianas, com cáries...

Para atrair pacientes, busque ajuda de um profissional especializado em marketing, com isso você vai atrair de forma efetiva novos pacientes e manter os que você já conquistou.



Dr. Roberto Motta

CRO: 105109




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