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  • Dr Motta

Inovação: Em busca da valorização na odontologia.

O Brasil concentra 20% de todos os dentistas formados do mundo, atualmente são mais de 320 mil profissionais disputando um espaço no mercado. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) é recomendado que haja 1200 pacientes para cada dentista. Nos Estados Unidos a taxa é de 1720 pacientes, já no Brasil, um dos países com maior número de dentistas em todo planeta, esse número é menor que a metade, são 627 pacientes para cada dentista.

O mercado brasileiro está saturado devido ao grande número de faculdades no país, entre 2015 e 2019 esse número subiu de 220 para 412 instituições. Para se ter uma comparação, podemos pegar os dados dos Estados Unidos, país com quase 320 milhões de habitantes, existem apenas 65 faculdades de Odontologia. Em um país com a população em média 50% maior que o Brasil tem menos de um terço de faculdades.

Entretanto, o número de dentista não resulta em tratamento adequado para todos, um dos grandes problemas é a má distribuição de profissionais pelo país. O Estado de São Paulo é o grande campeão, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. As regiões Sudeste, Centro e Sul concentram o maior número de cirurgiões dentistas.


Na faculdade os dentistas aprendem tecnicamente tudo sobre a boca humana, entretanto devido a atual realidade do mercado brasileiro, são obrigados a desenvolverem outras habilidades para conseguirem construir uma carreira na profissão que escolheram. Existem duas opções para os recém formados, procurar um emprego em alguma clinica ou abrir o próprio consultório.

Aqueles que escolhem um lugar para trabalhar, encontram um ambiente severamente competitivo e exigente, e para se destacar acabam trabalhando demasiadas horas por dia, não raro os que atendem em diversos consultórios, estes devem ser chamados de sortudos pois encontram um local para atuar. Essa grande oferta de mão de obra qualificada tornou o Brasil um solo fértil para o crescimento das franquias odontológicas, que se destacam por oferecerem um serviço de qualidade com baixo custo.

Do outro lado, há os novatos que resolvem se arriscar no mundo do empreendedorismo e abrir o seu próprio consultório, geralmente estão completamente despreparados para este ambiente de negócios já que passaram os últimos anos de suas vidas estudando a anatomia dos dentes. Para gerir um negócio são necessários conhecimentos diferente dos ensinados em um curso de odontologia. O gestor se depara com questões relacionadas a liderança, quando tem que organizar uma equipe para receber e atender os pacientes, o marketing, para captar e fidelizar clientes e o financeiro, para entender como não descapitalizar e entrar em falência. Na verdade, a pessoa que vai gerir o consultório não necessita dos conhecimentos de um dentista, o sucesso do negócio não está relacionado com a habilidade técnica, mas com a habilidade de lidar com as questões relacionadas anteriormente.

Os Centros urbanos possuem um grande número de clínicas e a cada ano cresce ainda mais a quantidade de profissionais que entram no mercado. Com a concorrência acirrada, manter a agenda cheia é um desafio diário. Além do desafio da oferta de profissionais ser maior que a demanda, os dentistas também estão enfrentando problemas relacionados ao excesso de informação. O autodiagnostico, feito pela internet, faz com que as pessoas não procurem dentistas e médicos em alguns tipos de patologias. Acreditar que a consulta a materiais online é suficiente para cuidar da saúde dos dentes, arriscando procedimentos em casa, tem sido um comportamento cada vez mais frequente.

Neste ambiente predatório em que a odontologia está inserida, surgiu espaço para expansão dos planos de saúde odontológico. Os dentistas sofrem muito com o valor baixo que recebem por cada atendimento realizado através do plano, muitas vezes não cobre nem o gasto do material utilizado, entretanto os profissionais optam por fazerem esse tipo de atendimento por receberem muitos pacientes indicados pelo plano. Nota-se que a falta de preparo dos profissionais em captar pacientes resulta na desvalorização do seu trabalho, pois a maior parte dos recursos pagos destinam-se para o responsável por essa captação, que no momento estão sendo os planos de saúde.

Novas soluções estão surgindo para resolver esses problemas. Quanto a gestão, inúmeros sistemas oferecem todo o suporte para profissionalizar o consultório. Já quanto a captação e fidelização de clientes, a Cama Odontológica, com uma comunicação arquitetônica, apresenta o minimalismo e a desinstitucionalização que impacta o paciente através de uma experiência diferenciada, além de possibilitar mais qualidade de vida para o profissional através de novas posições ergonômicas de atendimento.

Outra solução disponivel no mercado é a plataforma UBDENT, que possibilita que o profissional veja como estão seus pacientes antigos, como estão os pacientes em tratamento, captar novos pacientes, fazer uma pré-triagem e até mesmo solicitar exames antes que as pessoas tenham a necessidade de se deslocarem até o consultório. Muitas vezes as pessoas não tem tempo de ir ao dentista, outras vezes em tempos de pandemia elas não querem ir, com isso um problema que poderia ser verificado a distância pelo profissional e que vai sendo deixado de lado, se torna algo gravíssimo acarretando em prejuízos irreparáveis. O monitoramento remoto também evita que os paciente faça autodiagnostico com as informações que encontram na internet.


Se por um lado a tecnologia está resolvendo o problema da desvalorização que o profissional vem sofrendo, por outro lado ela está possibilitando que o tratamento odontológico chegue a pessoas que ainda não tem acesso a essa necessidade básica.



Dr. Roberto Motta

CRO: 105109

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